segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A felicidade de ser clichê


Você gosta de Mc Donald's, batata Ruffles e Sushi? Gosta de quase todos os tipos de música e até os que não gosta, se te chamarem pra dançar, mesmo você não sabendo, você vai lá e tenta dançar, pra se enturmar e se divertir? Suas fotos do Orkut são comuns, como as dos seus professores mais velhos ou das amigas da sua mãe, com fotos comuns suas e de seus amigos?

Você acredita em horóscopo e adora vê-los de vez em quando ou mesmo não acreditando, sabe o seu e quando vê aquela revista com os horóscopos, não aguenta e dá uma olhada? Já foi viciado em alguma novela ao menos uma vez na vida? Já assistiu ao Big Brother, mesmo sendo uma Big Bosta, alguma vez, nem que fosse pra dar uma "espiadinha"?

Já tirou notas maravilhosas e notas muito baixas de achar que não iria passar? Já quis ser artista ou médico quando criança? Já achou tri massa as novelas do SBT, como A Usurpadora, Maria do Bairro e afins? Gosta de filmes populares também e sua banda favorita todo mundo conhece? Parabéns, você é clichê.

Ser clichê é ouvir aquela música tosquérrima, achar graça e ainda saber a letra; é conseguir se divertir com todo tipo de pessoa, sem se sentir melhor que ninguém, puxando até aquela pessoa que mal conhece pra dançar um forrozin.

E eu simplesmente ADORO pessoas clichês, porque são tão verdadeiras que acabam sendo raras de se encontrar, e contradizem o "ser clichê". Hoje o mundo se plastificou. E é tanta gente se esforçando tanto pra ser diferente que acabam se tornando todos iguais.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Frases de Mary Alice Young

Adoro as frases da Mary Alice (Escritas por Marc Cherry e seus co-autores, na voz da talentosíssima Brenda Strong). Sempre trazem algum ensinamento e algumas até batem com certos momentos de nossa vida. Fazem-nos refletir... Por isso quis selecionar algumas das frases ou textículos favoritos ou que têm a ver com meus momentos atuais, que podem ser encontrados na comunidade oficial de Desperate Housewives e na comunidade "Frases de Mary Alice", no Orkut.

"A felicidade é o que todos buscamos. Alguns acham que a encontrarão quando voltarem para casa... Alguns acham que a encontrarão fazendo um novo amigo... Alguns, por sua vez, pensam encontrá-la quando vencerem uma competição. Então há aqueles que um dia deixam de buscá-la, pois olham ao redor e descobrem que ela esteve ao lado deles... o tempo todo."

"Sim, o mundo é um lugar apavorante e se torna muito mais terrível quando temos de enfrentá-lo... sozinhos."

"Os médicos do Hospital de Fairview são experts em curar. Podem colocar gessos, fechar feridas e tratar enfermidades. Infelizmente, uma coisa eles não sabem curar... o sentimento de culpa. Existem dores que não se tratam nos hospitais, assim aqueles que sofrem fazem o possível para curarem-se. Alguns curam a dor da solidão... fazendo novos amigos. Alguns diminuem sua grande culpa... com um pouco de dinheiro. Alguns aliviam seus desejos mais ardentes... com pequenos atos de bondade. Mas tristemente existem aqueles que não conseguem se curar, pois sabem que mais dor há de chegar."

"Você não teria como saber só de olhar para ela, mas aquela moça da casa ao lado está tendo um colapso nervoso. Você nunca adivinharia apenas pelo sorriso dela, mas a esposa de seu tio uma vez quebrou a confiança dele. E a filha que você adora... Bem, ela está tendo um caso com um homem casado. A triste verdade é que nós não conhecemos nossos vizinhos e amigos tão bem como pensávamos conhecê-los. Mesmo as pessoas que mais confiamos... mantém segredos."

"O mundo é um local perigoso e devemos aprender a nos defendermos daqueles que querem nos machucar... Seja o estranho sem um nome... Seja um chefe que guarda um rancor... Ou um marido que não perdoa. Sim, todos tentamos nos defender para que não nos machuquemos. Até o momento em que percebemos que nossa dor pode machucar uma outra pessoa..."

"Nos nossos momentos mais obscuros, necessitamos que alguém nos ouça. Alguns buscam ajuda de um profissional amistoso... Uns poucos confiam naqueles que são mais velhos e sábios... Outros, por alguém que saiba pelo que estão passando. Porém, para a maioria de nós nada é tão terapêutico quanto uma boa e longa conversa com uns poucos velhos amigos."

Algum dia relembro mais algumas frases... Adoro!

domingo, 7 de novembro de 2010

Imagens, lembranças...

Fotos. Podem mostrar momentos felizes, tristes… Lembranças de pessoas queridas, ou simplesmente podem ser objetos de masoquismo. Sim. Relembrar os bons momentos e as mágoas do passado não deixa de ser um ato de masoquismo.

Mas o que nos leva a remoer tudo isso? Saudades dos bons momentos? Tristeza que não consegue ir embora? Arrependimento por algo que outra pessoa fez e que estragou uma futura felicidade mútua? Lembranças de um antigo sonho utópico?

Ontem estava conversando com um querido amigo e ele me disse algo interessante, que eu realmente costumava discursar sobre, apesar de não conseguir ainda aplicá-lo ao meu caso: o que se ganha guardando uma mágoa? Nada. Aliás, apenas sofrimento. Seria uma dupla punição, não?! O sofrimento do tal motivo que fez existir essa grande mágoa e a própria mágoa, que apenas serve para destruir por dentro e machucar ainda mais.

Mas seria fácil se dizer que a mágoa deve ir embora por esse ou aquele motivo. Mas como fazê-lo? Torna-se difícil olhar nos olhos de quem amamos e se lembrar da grande decepção que aquela pessoa nos causara. O pior seria isso... amar-se a pessoa.

Lembro-me de uma vez em que uma grande amiga, de longa data e muito querida, decepcionara-me muito com algo razoavelmente grave – digo “razoavelmente” porque depois de tanta coisa, precisar-se-á de muito mais para que me surpreenda e ultrapasse as decepções recentes -, o que me fizera ficar mais ou menos um ano sem manter contato.

Mas eu a perdoei. E foi uma dor muito grande... Mas percebo que essa dor por algo menos grave acontecera pelo amor que eu sinto por essa amiga. Portanto, tornara-se difícil aguentar levar as coisas sem conseguir perdoá-la. Mas há pessoas que nem ao menos conseguiram chegar a esse ponto que, por mais decepcionante que seja o tal erro, não irá mudar grande coisa em nossa vida a ausência desta. Aliás, sabendo que essa pessoa não vale nem um pouco a pena, talvez tenha sido até bom descobrir isso antes de um apego maior a uma mentira.

Apesar de toda essa mágoa ainda ser algo que pesa em minha vida, realmente só consigo sentir pena. Decepção, tristeza, “arrependimento alheio”? Sim, mas mais que tudo isso? Pena. E, acreditem, é o pior sentimento que alguém pode ter por nós.

Nem penso mais em brigas físicas ou coisas do gênero, já que o sentimento que me toma agora é realmente esse. Ok, a little bit... We are all humans, right? Mas não… Pensando bem, há pessoas que não merecem nem mesmo um tapa no rosto, pois sujaria as mãos com a imundice alheia.

Às vezes me pego olhando algumas fotos e lembro dessas coisas, pessoas... Mágoas, atuais tristezas e momentos felizes que poderiam ter se perpetuado. Será que o amor realmente funciona assim? Aquela pessoa do passado vai acabar mexendo com você sempre de uma forma ou de outra, por mais que não seja com a mesma intensidade do passado?

E se aquele antigo amor não fosse se casar com outra pessoa? E se aquele rapaz fosse mais maduro e a tratasse com respeito? E se aquela pessoa soubesse dar valor ao que possuía em suas mãos e não fosse tão idiota ao ponto de conseguir realizar uma troca nada satisfatória?

Essas hipóteses nos levam a algum lugar? Será que não chegou a hora de dizer adeus aos “Se” e começar a tentar deixar o passado de lado, para que se consiga um futuro mais feliz? Como dizem: “quem vive de passado é museu”.

Acho que chegou a hora de se aquietar e reconstruir o que fora destruído aqui dentro, para que se possa recomeçar e para que se consiga o principal objetivo: a felicidade. Como havia dito Chico Xavier: “Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo, mas qualquer pode recomeçar e construir um novo final”.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quem é você?


Surgiu como um clarão
Um raio me cortando a escuridão
E veio me puxando pela mão
Por onde não imaginei seguir
Me fez sentir tão bem, como ninguém
E eu fui me enganando sem sentir
E fui abrindo portas sem sair
Sonhando às cegas, sem dormir
Não sei quem é você

O amor em seu carvão
Foi me queimando em brasa num colchão
E me partiu em tantas pelo chão
Me colocou diante de um leão
O amor me consumiu, depois sumiu
E eu até perguntei, mas ninguém viu
E fui fechando o rosto sem sentir
E mesmo atenta, sem me distrair
Não sei quem é você

No espelho da ilusão
Se retocou pra outra traição
Tentou abrir as flores do perdão
Mas bati minha raiva no portão
E não mais me procure sem razão
Me deixa aqui e solta a minha mão
Eu fui fechando o tempo, sem chover
Fui fechando os meus olhos, pra esquecer
Quem é você?
Quem é você?
Quem é você?
Você...

(Ana Carolina - Carvão)

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dia após dia

Há coisas na vida que só se aprende vivendo, e outras observando a vivência alheia. Mas tudo isso depende. Por exemplo: há pessoas, como eu, que sabem que drogas não valem a pena apenas por observar outras pessoas que caíram nessa armadilha e se deram mal. Outras pessoas só conseguem entender isso vivendo.

Mas há aquele tipo de coisa que não adianta o aprendizado anterior e nem mesmo o sofrimento alheio, é independente da nossa maturidade ou força. O amor é o melhor exemplo. Porém, todos os aprendizados anteriores e a maturidade adquirida com o passar dos anos, serve para tentar ajudar nessa caminhada, apesar de nem sempre ser suficiente, porque o sentimento acaba mandando mais que qualquer outra coisa.

Às vezes o amor está ali, explícito. Você sabe que está amando e pronto. Não sei porque às vezes só se aprende quando se perde, ou quando achamos que vamos perder. "Agora, o que faço eu da vida sem você? Você não me ensinou a te esquecer... Você só me ensinou a te querer e te querendo eu vou tentando te encontrar, vou me perdendo...".

É quando bate esse desespero, essa dor, insegurança, saudade... Que se percebe o quanto se ama. A dor maior que um amante pode sentir é quando o seu amor, dedicação e carinho não são suficientes para que os resquícios de um amor antigo da pessoa amada, consigam atrapalhar tudo; quando até mesmo os resquícios de sentimento que se encontravam em você, que demoraram tanto a serem superados, foram-se por apenas conseguir olhar para esse alguém, e esse alguém não consegue te olhar como suficiente.

Não é mais frustração ou ego. Lembrei-me de Desperate Housewives, em uma cena em que a Susan estava entre o amor de Ian e Mike, e acabou escolhendo o Ian por ser mais coerente, uma pessoa melhor, enfim... Mas quem ela amava realmente era o Mike. Então o Ian acabou deixando ela partir...
"He explains that he doesn't want her to be with him just because she feels obliged to honor her promise to marry him. Susan: "Ian, I love you." Ian: "I know you do. But you love him a little bit more, don't you? I can't live a life where every time I see you with a faraway look, I'll wonder if you're thinking of him." Susan: "I'm so sorry." Ian: "You deserve to be happy. So do I. Goodbye, Susan." And he just walks right on out of her house, off Wisteria Lane, out of Fairview, out of the Eagle State, and back to England."
Fonte: http://www.televisionwithoutpity.com/show/desperate_housewives/gossip_2.php?page=12

Foi uma cena triste, mas explica bem o que quero dizer. Mas a vida é assim mesmo... Não acredito em apenas um amor na vida... Só não consigo acreditar em se amar duas pessoas ao mesmo tempo com a mesma intensidade. E não se morre de amor, é algo superável.

I'm yours... But you're not mine. And this is killing me inside. What a recurring nightmare... Turn off the lights... I have to sleep now to try to have sweet dreams.

"Meu coração
Sem direção
Voando só por voar
Sem saber onde chegar
Sonhando em te encontrar
E as estrelas
Que hoje eu descobri
No seu olhar
As estrelas vão me guiar

Se eu não te amasse tanto assim
Talvez perdesse os sonhos
Dentro de mim
E vivesse na escuridão
Se eu não te amasse tanto assim
Talvez não visse flores
Por onde eu vi
Dentro do meu coração
"


"Eu tô na lanterna dos afogados... Eu tô te esperando... Vê se não vai demorar."

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Música do dia!

 Meu vício agora - Kid Abelha

Não vou mais falar de amor
De dor, de coração, de ilusão
Não vou mais falar de sol
Do mar, da rua, da lua ou da solidão
Meu vício agora é a madrugada
Um anjo, um tigre e um gavião
Que desenho acordada
Contra o fundo azul da televisão
Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar...é voar
Não vou mais verter
Lágrimas baratas sem nenhum porque
Não vou mais vender
Melôs manjadas de Karaokê
E mesmo assim fica interessante
Não ser o avesso do que eu era antes
De agora em diante ficarei assim...
Desedificante
Meu vício agora...
É o passar do tempo
Meu vício agora...
Movimento, é o vento, é voar... é voar

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Então vá se perder...

Odeio minhas crises emocionais. Fico frágil demais, tanto que qualquer coisa consegue me abater. Mas talvez não seja nem a tal coisa que acontecera, mas um misto de coisas complementando a fragilidade emocional natural.

"Crescer, sumir, partir, chegar, revirar e se descobrir... Se elaborar, se transformar, me diz como fugir do que levamos por dentro...". Às vezes sou covarde mesmo, quero montar meu próprio casulo em que nada me incomoda, apenas meus próprios pensamentos. Queria um dia ser essencial; o ápice da felicidade; a razão de muitas alegrias; o motivo de se minimizar tristezas; amada com eloquência; vista com possessividade imensurável.

Não estou sendo ingrata com a vida, apenas tenho minhas vontades, ou sonhos, se preferirem. Quem nunca quis ter segurança intransponível? Tá. Vou contar um segredo: sou louca. Tenho crises existenciais, momentos de sensibilidade exacerbada, assim como aqueles de humor elevado. Fazer o quê? Cada louco com suas manias.

Mas não sou de todo mal, acreditem. Ninguém é de todo mal. Acredito que todos possuem qualquer qualidade que seja. Ou benefício ao mundo. Aliás, vou além, já que creio que todos podem ser um benefício ao mundo. Possuem essa capacidade, alguns apenas escolhem não usá-la, por procurarem a facilidade ou por outro motivo qualquer.

Saudades da minha cadelinha... Quando estou com ela em meus braços, nada mais consegue me abater. Parece que me sinto protegida protegendo-a. O bom de se auto-ajudar a levantar é que você se torna independente. Mas não é nada, é só mais uma das minhas inúmeras e chatas crises emocionais. Acordei com a lua virada...